Você sabia?


Curiosidades em geral e sobre a nossa região.


Sugestões: quijingue.com@gmail.com

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Você sabia?

Quijingue foi originada de uma fazenda chamada Lagoa Grande.  
O povoado passou a ser denominado Distrito de Triunfo, pela lei municipal nº 11, de 30-04-1917,
aprovada pela lei estadual nº 1199, de 03-07-1917, subordinado ao município de Tucano.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Triunfo figura no município Tucano.
Assim permanecendo no quadro fixado para vigorar no período de 1930-1943. Pelo decreto lei estadual nº 141, de 31-12-1943, confirmado pelo decreto-lei estadual nº 12978, de 01-06-1944, o distrito de Triunfo tomou a denominação de Quijingue. Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o distrito de Quijingue (ex-Triunfo), figura no município de Tucano.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.
Elevado à categoria município com a denominação de Quijingue, pela lei estadual nº 1640, de 15-03-1962, desmembrado de Tucano.
Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-I-1979.
Pela lei estadual nº 4040, de 14-05-1982, é criado o distrito de Algodões (ex-povoado) e anexado ao município de Quijingue. Em divisão territorial datada de 1988, o município é constituído de 2 distritos: Quijingue e de Algodões. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Alteração toponímica distrital
Triunfo para Quijingue, alterado pelo decreto lei estadual nº 141, de 31-12-1943, confirmado pelo decreto-lei estadual nº 12978, de 01-06-1944.

Quijingue é uma palavra indígina, que significa Caatinga fechada ou Mata fechada.

Referencias: http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/dtbs/bahia/quijingue.pdf
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O METEORITO QUIJINGUE


O Meteorito Quijingue foi encontrado no município de Quijingue nos anos 80 e é classificado como um palasito e contém olivina (Fa13), metal ferro-níquel (Kamacita + taenita), troilita, schreibersita e cromita. Os constituintes principais: olivina em volume de cerca de 69% e metal em cerca de 28%, se distribuem regularmente na chamada textura "pallasítica".

A amostra acima é um fragmento de 750 gramas, representando aquele corpo que, inteiro pesava 54 kg. Pertence ao acervo do Museu Geológico da Bahia - MGB, da Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração do Estado da Bahia -SICM.

Existem hoje cerca de 82 meteoritos Pallasiticos descritos no mundo, desses apenas 1 deles é conhecido no Brasil (Pallasito Quijingue).

Curiosidades:

O meteorito Quijingue, segundo consta, teria sido encontrado por trabalhadores rurais na região da Fazenda Lagoa do Brás, próximo a localidade Alto,  na roça do Sr. Alduino Nunes, e levado por um suposto geólogo que estava trabalhando na região.  Pouco tempo depois a pedra já era avaliada em mais de 700 mil reais. Que coisa, hein?!

Imagem de meteorito no céu

Meteorito Bendegó

O meteorito Bendegó, o maior encontrado no Brasil, e o 11º maior encontrado no mundo, foi encontrado em terras montessantenses (Bendegó-Canudos) no ano de 1784, pelo jovem Bernardino da Mota Botelho. Uma pedra que na verdade é uma grande massa de ferro com 5.360 quilos. Atualmente, encontra-se exposto no Museu Nacional do Rio de Janeiro, sendo que uma réplica dele pode ser encontrada no Museu do Sertão em Monte Santo.

Fonte: historiageologicadabahia.blogspot.com;blogdobrunomacete;wikipedia.

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O MESTRE CARLOS DRUMMOND CITA QUIJINGUE EM UM DE SEUS POEMAS 
Mestre do verso livre e largo, típico de alguns de seus poemas mais conhecidos (como "A Flor e a Náusea", "Nosso Tempo" e "Canto ao Homem do Povo Charlie Chaplin", todos de A Rosa do Povo, 1945), Drummond também cultivou o verso minimalista, como o exemplificado abaixo, sobre a Bahia:

BAHIA
É preciso fazer um poema sobre a Bahia...
Mas eu nunca fui lá.

In Alguma Poesia
Edições Pindorama, 1930

Em meia dúzia de palavras ele consegue passar uma idéia grande, com direito a perplexidade, reflexão e ironia.

Curiosidade a respeito do minipoema "Bahia", acima, é que a mais de 50 anos depois, Drummond publicou um complemento a esse texto, chamado: "O Poema da Bahia Que Não Foi Escrito", no qual ele lamenta não ter conhecido a terra de Caymmi. Neste poema Drummond cita Quijingue. Leia abaixo:

O POEMA DA BAHIA QUE NÃO FOI ESCRITO
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE (1902 - 1987)

Um dia - faz muito tempo -
achei que era imperativo fazer um poema sobre a Bahia,
mãe de nós todos, amante crespa de nós todos.
Mas eu nunca tinha visto, sentido, pisado, dormido, amado a Bahia.

Ela era para mim um desenho no atlas,
onde nomes brincavam de me chamar:
Boninal,
Gentio do ouro,
Quijingue,
Xiquexique,
Andorinha,
- Vem... me diziam os nomes ora doce.
- Vem! ora enérgicos ordenavam.
Não fui.
Deixei fugir a minha mocidade,
deixei passar o espírito de viajem,
sem o qual é vão percorrer as sete partidadas do mundo.
Ou por outra, começei a viajar por dentro, à minha maneira.
Ainda carece fazer poema sobre a Bahia?
Não.
A Bahia ficou sendo para mim
um poema natural
respirável
bebível
comível
sem necessidades de fonemas.

Referência:
Esse poema está em Amar se aprende amando . R. de Janeiro: Record, 1985.
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QUIJINGUENSE DE MACETÉ CONCEDEU ENTREVISTA À REVISTA VEJA NO ANO DE 1981

Clique na imagem para ampliá-la
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SANFONEIRO QUIJINGUENSE PARTICIPOU DO COMÉRCIAL DA NOVA SCHIN - 2008

O sanfoneiro quijinguense Zé D'Loura fez uma pequena participação no comercial da cerveja Nova Schin. A propaganda apresentava um "duelo" entre os repentistas "Caju e Castanha". Zé D'Loura, aparece logo no inicio do vídeo tocando a sua inseparável sanfona. Apesar de uma rápida aparição, a participação de Zé, vai além da sua imagem. Ele fez toda a parte da sanfona na trilha sonora da propaganda.

Zé D'Loura, além de ser um grande sanfoneiro, é cantor, compositor, poeta e locutor. Lançou mais de 5 discos e participou de diversos trabalhos de outros artistas.

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